Há anos em que adoro o meu aniversário. Outros, nem por isso. E estes trinta, que ainda nem chegaram, estão a dar-me já alguns dissabores. E antes que pensem já que é porque estou a começar a entrar em crise por causa da mudança de ano, década, etc., posso já adiantar-vos que não tem nada que ver com isso. É que o meu aniversário, este ano, calha a um sábado e eu, que até sei bem o que quero fazer nesse dia - quero ir sair, passear, quero ir almoçar fora e aproveitar o sol que dizem que vai estar - fico hesitante no que diz respeito a planos.
Por um lado, ponderei fazer festa com amigos, mas só a trabalheira de acolher cerca de 30 pessoas na minha sala tira-me logo a vontade toda. Ah e tal e porque não fazes almoço ou lanche fora de casa? Porque, dita-me a experiência de quase 30 anos, nesta altura do campeonato o pessoal anda todo com pouco tempo e ainda menos dinheiro, depois das festas. E por outro motivo, mais egoísta: detesto organizar festas para mim. Embora adore organizar coisas para os outros, fazer eventos que deixem as pessoas felizes, em casa de ferreiro, espeto de pau, como se costuma dizer e quando me toca a mim não tenho o menor prazer em ficar responsável pela organização das minhas festas.
Okay, esqueçamos então os amigos, marcamos várias jantaradas e vamos celebrando o meu aniversário pelo mês fora, tipo festa cigana. Reduzimos então para a família mais chegada, mas até aqui há contratempos, parece que fazer anos é um frete: "Ah, faz só um cafézinho a seguir ao almoço e parte-se o bolo e pronto.", "Somos todos adultos, não é preciso cá grandes festas.", "Basta ter um bolinho para o teu filho soprar as velas, não é preciso nada mais." Raios partam todos! Mas quem é que faz anos??? Quem é que sabe se quer festa ou não? Lamento imenso informar, mas eu adoroooooo fazer anos. A festa é por mim e para mim, aqui o meu filho não entra. Claro que pode soprar as velinhas da mamã, mas o bolo é meu, a festa é minha, os anos são meus. E só queria mesmo que, entre as pessoas que me são queridas, houvesse uma pontinha mais de entusiasmo com o meu aniversário. Que mostrassem que estão dispostas a mudar um bocadinho as suas vidas para viver comigo este dia que, caramba!, para mim é especial e importante. Mas agora sou adulta, até vou entrar nos intas, não devo achar tanta piada a fazer anos nem ter grandes expectativas para o meu aniversário. É só mais um dia.
Pois bem, no que depender de mim, vai ser um dia estrondoso, memorável, inesquecível. Vou fazer exatamente aquilo que me apetece: sair, passear, almoçar fora (e empaturrar-me com as delícias de um brunch) e ir aproveitar o sol na minha cidade do coração. E ser feliz. Só porque sim, porque estou viva e completei mais uma volta completa ao sol.
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Fiquei mesmo preocupada com isto! Mas felizmente o teu marido já me sossegou****
ResponderEliminarSão dias, são fases. Já passou :D
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