Por questões logísticas e pessoais, decidimos mudar o Tiago para outro colégio já a partir do mês de maio. Hoje, fomos lá com ele para ele conhecer as educadoras, a sala, o espaço, os novos colegas...
Se ao princípio ele andava de roda das nossas pernas e sem grande vontade de interagir com quem quer que fosse, a verdade é que alguns brinquedos depois até já andava a partilhar coisas com um dos meninos que por lá estava. E, no final, até se despediu das educadoras com um beijinho. O que me faz crer que a adaptação vai ser tranquila e que vai correr tudo bem.
No entanto, tenho o coração apertadinho e a cabeça cheia de dúvidas. Quando tomámos esta decisão, tomámo-la conscientemente, pesando todos os prós e os contras que havia para pesar. Continuo a acreditar, racionalmente, que tomámos a decisão acertada para a nossa dinâmica familiar atual. E ainda assim, agora que a realidade está em cima de nós e que a mudança se aproxima a passos largos, não consigo evitar questionar-me, hesitar, pensar duas vezes. O Tiago está tão apegado à sua educadora atual, já conhece os cantos à casa lá na escolinha, já estabeleceu relações com os amiguinhos da sala... Nós, pais, já conhecemos as pessoas, as regras, as coisas mais e menos boas do colégio...
Na nova escola, tudo vai ser novidade. Para o Tiago e para nós. E bem sei que não há colégios sem falhas em lado nenhum, mas pronto, uma mãe pode sempre sentir este aperto no peito quando altera assim a vida de um filho. Mesmo quando a fé de que tudo vai correr bem é superior ao receio.
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