segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Questionando

Seria de pensar que uma pessoa, quando decide ser motorista, tenha a preocupação (e o talento) de conduzir suavemente, sem solavancos nem sobressaltos, de forma tão calma que a pessoa ao lado (ou atrás) não sinta nada a não ser o conforto do banco e da viagem.
Hoje apanhei um taxista cuja profissão não era claramente por vocação. Imaginei mais ou menos um cirurgião de mãos trémulas ou um futebolista coxo. De cada vez que o carro saltava ao arrancar eu pensava "Já acertaste na aorta, mataste o paciente!" Felizmente não era uma cirurgia e eu saía vivinha da silva da viagem. Mas a necessitar de uma massagem nas costas...

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