Ontem o Tiago fez febre pela primeira vez nos seus quase três meses de vida. A meio do dia senti-o quente e, quando fui ver, estava já nos 38,3 º. E começou a onda de preocupação maternal que me tem acompanhado nas últimas 24 horas. Despi-o, tentei arrefecer o quarto, pô-lo confortável. Duas horas depois, 39,2 º, mensagem à médica e um supositório no bucho. A febre baixou, voltou a subir durante a noite e voltou a baixar. Agora está controlada e ele, a dormir profundamente. É um bem disposto este meu filho que, mesmo febril, sorri, ri e brinca e só se queixa ligeiramente quando o desconforto aumenta.
Foram um dia e uma noite intranquilos e, apesar de mantermos a calma, a preocupação não abandona estes pais de primeira viagem. E aliada à preocupação, a culpa, ai a sacana da culpa!! Terei sido eu, que andava a sentir-me doente, apanhada da garganta e do nariz, que peguei este vírus ao meu filhote? Terá sido por anteontem ele ter tido mais calor no ovinho enquanto o ar condicionado do centro comercial estava muito frio? Ter-lhe-ei vestido roupa a mais? Ou roupa a menos? Apanhou alguma ponta de ar pelas janelas abertas cá de casa? De nada vale pensar nestas coisas, nem martirizarmo-nos por causa delas. Alguma vez o pequeno havia de ficar doente pela primeira vez, certo? Mas, escondida bem fundo, lá está a pontinha da culpa...
Dizem que quando nasce um bebé, nasce uma mãe. Eu diria que nasce uma mãe culpada, que imagina todos os cenários hipotéticos do que poderia ter feito de diferente. Mas que, depois, respira fundo e percebe: a culpa de nada serve e não nos ajuda. A calma e a confiança em si própria, isso sim, fazem de nós boas mães!

Sem comentários:
Enviar um comentário